Em tempos de pandemia, a alternativa de quem está sem emprego também está no empreendedorismo, de acordo com consultor do Sebrae.

Cresce número de MEIs na região O número microempreendedores individuais (MEIs) tem crescido na região, mesmo durante a pandemia.

Houve queda de novos registros entre abril e maio, mas o número voltou a subir em junho.

De acordo com o Sebrae, até junho deste ano já são cerca de 151.500 registros.

Um número 24% maior do que em junho do ano passado, quando eram pouco mais de 122 mil (veja abaixo). MEIs no Vale do Paraíba e litoral norte Muitos desses empreendedores têm visto nessa modalidade de trabalho uma alternativa de renda no meio da crise.

Tem gente que tem conseguido até fazer o faturamento aumentar. Talita dos Reis faz doces caseiros para vender há cerca de um ano.

Começou vendendo brigadeiros para as amigas, até que passou a aceitar encomendas e aumentou o cardápio.

E mesmo com a pandemia, os pedidos não param de aumentar.

“A gente tem que fazer do limão uma limonada”, disse Talita, que tem o objetivo de formalizar o negócio em breve e montar um espaço para receber os clientes. Na opinião de Marcio Araújo, consultor do Sebrae, a necessidade pode ter sido um dos fatores para o aumento da formalização.

“Desde o advento da pandemia, pessoas perderam o emprego, perderam a renda e acabou tendo aquele impulsionamento para começar um novo negócio”, explicou o consultor. A empresária Patrícia Vasconcelos se formalizou como MEI no começo do ano.

Ela sempre quis ter um espaço só dela para ensinar música para crianças.

Ela se planejou e começou a organizar a sala logo depois do carnaval, mas, pouco tempo depois veio a pandemia.

“Assustou um pouquinho, mas eu vou conseguir, vou em frente”, explicou.